YÔGA: UMA FILOSOFIA MILENAR QUE ANDA SEMPRE NA VANGUARDA

Conforme vimos anteriormente aqui no blog, o  Yôga é uma filosofia que existe a mais de 5000 anos, não sabemos ao certo a data de que se teve início, mas constam os primeiros registros de 3000 a.c. mesmo assim muitos estudiosos do assunto acreditam que possa ter tido início a mais de 12 mil anos.

Vale a pena reforçar que o Yôga provavelmente tenha nascido em uma região conhecida como Vale do Indo noroeste da Ásia Meridional, estendendo de o que é o atual nordeste do Afeganistão e noroeste de Paquistão e Índia. Junto com o Antigo Egito e a Mesopotâmia, foi uma das três primeiras civilizações do Velho Mundo, e das três, a mais difundida. A civilização do Vale do Indo é conhecida como Harapense ou Harapiana.

Devido ao enorme número de invasões, lutas, batalhas e guerras ao longo da história desta região, a cultura do Yôga permaneceu na Índia e dali se fortaleceu e se difundiu para o mundo todo, apesar de inúmeras modificações alterações e deturpações.

Agora que já estamos mais ou menos situados quanto à idade e à origem desta filosofia vamos entender um pouco mais  o seu propósito.

Existem diversos tipos de Yôga e milhares de formas de praticar, porém qualquer que seja o tipo, se for realmente sério, busca  e leva o praticante ao estado de autoconhecimento ou hiper-consciência chamadosamádhi. 

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Então o Yôga conseguiu sobreviver tantos anos e se espalhar pelo mundo por levar os praticantes ao samádhi?

Sim e não, mesmo porque infelizmente pouquíssimos praticantes chegam a meta por diversos motivos e  são raros os que praticam com a disciplina e a constância necessárias para chegar a esse patamar de consciência.

Então será que a prática só terá efeito se chegarmos ao samádhi?

De forma alguma, existem vários tipos e níveis de samádhi, mas este assunto deixaremos para um próximo post, por se tratar de algo muito complexo e extenso. Na verdade a prática do Yôga é muitíssimo rica e abrange diversas técnicas que nos ajudam a melhorar aspectos físicos, emocionais e mentais. Por exemplo os pránáyámas, que são os respiratórios, os ásanas, que são as posições ou posturas da prática do Yôga, os kríyas, que são técnicas de purificação e limpeza do organismo, yôganídra, que trabalha a descontração e a reprogramação de condicionamentos, e por fim a meditação propriamente dita que é capaz de alterar profundamente a consciência e as percepções.

Partindo destas técnicas e princípios, surgiram diversas pesquisas com embasamento científico  relativos à prática intensiva de cada um deles, Como por exemplo mindfulness que ficou popularmente conhecido no mundo todo, e que se  utiliza de  técnicas de concentração e meditação provindas da prática do Yôga. Outro exemplo é o Pilates, modalidade cujo o criador Joseph Pilates buscou no acervo das técnicas corporais do Yôga, os exercícios que conjugados com os aparelhos criados por ele deram origem a este método. Temos também algumas técnicas que são usadas isoladamente em outras modalidades ou até mesmo são vendidas como a grande novidade do momento, Como por exemplo o tamás uddhiana bandha, que são contrações abdominais que hoje em dia vem sendo muito utilizadas no mundo fitness com o LPF low pressure fitness. Ou até mesmo  casos como o que ocorre com a técnica de limpeza das fossas nasais conhecida como nêti, que já até possui um aparato tecnológico eletrônico capaz de realizar mesmo trabalho, que já era feito há milhares de anos com um simples “bule” de cerâmica chamado de lôta.

Em contrapartida existem muitas modalidades e tipos de Yôga, que tiram a credibilidade e a seriedade da filosofia, misturando modismos e tendências que não agregam nada à prática podendo até mesmo prejudicar a saúde dos praticantes, Como por exemplo o BeerYôga, prática que se faz bebendo cerveja, e mais uma infinidade de práticas de “modinha” que têm pouco a acrescentar além de muitas vezes fugirem do propósito do Yôga, e assim acabam sumindo até mais rapidamente do que apareceram.

Então, devemos sempre avaliar a proposta da prática, a metodologia de ensino e a seriedade do trabalho antes de escolher qualquer modalidade , para que depois não tenhamos nenhuma surpresa.   

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espaço sattwa, yogaFabrício Ferrari, Instrutor de Swásthya Yôga, Sócio Proprietário do Espaço Sattwa e Músico. Minhas paixões: ensinar, bicicleta, cantar e tocar. Maior desejo: proporcionar a autossuperação dos meus alunos.

 

 

 

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